Já passei dos trinta anos de Bruxaria e vivi nestes anos muitas revelações como fenômenos, curas, proteções impensadas...E tantas outras, mas uma em especial ocorrida em 2004 está sempre presente nas minhas emoções e alimenta o meu aspecto devoto para que a vida fique mais bela ainda e os poderes ainda mais apurados. O que passo a relatar agora é a mais pura verdade testemunhada por mais de vinte criaturas atentas a cada movimento do mestre e ocorreu em Coxim no estado do Mato Grosso do Sul.
Amanhecer no tempo de cada um, despertar em outro lugar com o som eterno das cachoeiras. Tomar café e ficar de bobeira até presenciar o milagre de um dia nublado e chuvoso se abrir para o Sol de Litha no tempo certo que é por volta do meio dia.
As fêmeas organizaram o círculo de Litha com direito a purificação abrindo os trabalhos do dia enquanto os homens foram buscar as pedras para o altar e também encontrar a imagem da Deusa que havia sido anunciada na minha visão.
Sai pela mata e por tudo passei os meus olhos, no oco das árvores a parte baixa das raízes. Analisei troncos e pedras até que acabei cruzando o rio em busca da imagem que seria entronada. Quando pedi um sinal, um bando de pássaros pretos alçou vôo de uma ilhota de areia. Fui até lá e por um bom tempo procurei em vão até que decidi procurar nas águas em volta onde a visibilidade é zero. Neste momento olhei pro céu e disse: “Minha Deusa larga de ser tão caprichosa porque existe um tempo para cumprir. Se revele para mim”. Dito isso coloquei a mão direita no fundo e trouxe uma pedra avermelhada diferente de todas que eu havia visto por ali. No mesmo momento compreendi que aquela era a base e a isso expressei em voz alta, depois coloquei á mão esquerda dentro do rio e neste momento à imagem veio na minha mão. Uma Deusa de manto com sua cria divina nos braços, feita em pedra entalhada pelas águas. No mesmo momento comecei a tentar colocar a imagem na base e para o meu encanto apenas uma maneira era possível de encaixar uma peça na outra confirmando a intuição sobre a primeira pedra.
Quando retornamos com a imagem as fêmeas estavam em circulo e Litha foi então aberto. Os iniciados chamaram o Sol, abriram o tempo que estava fechado por nuvens negras e isso todos puderam ver. Uma semana de tempo nublado e apenas na hora de Litha o Sol surgiu. Eles chamaram o Sol e este foi um grande ritual que foi fechado com outro de purificação com as ervas. Depois saímos em procissão e entronamos a imagem dentro da mata em um local previamente escolhido por duas sacerdotisas. Abrimos uma clareira e com as pedras do rio formamos uma gruta. Até hoje posso ver nítidos os olhos cheios de lágrimas de todos os que participaram e essa partilha é que fez desta uma das minhas experiências preferidas dentro da magia.
Amanhecer no tempo de cada um, despertar em outro lugar com o som eterno das cachoeiras. Tomar café e ficar de bobeira até presenciar o milagre de um dia nublado e chuvoso se abrir para o Sol de Litha no tempo certo que é por volta do meio dia.
As fêmeas organizaram o círculo de Litha com direito a purificação abrindo os trabalhos do dia enquanto os homens foram buscar as pedras para o altar e também encontrar a imagem da Deusa que havia sido anunciada na minha visão.
Sai pela mata e por tudo passei os meus olhos, no oco das árvores a parte baixa das raízes. Analisei troncos e pedras até que acabei cruzando o rio em busca da imagem que seria entronada. Quando pedi um sinal, um bando de pássaros pretos alçou vôo de uma ilhota de areia. Fui até lá e por um bom tempo procurei em vão até que decidi procurar nas águas em volta onde a visibilidade é zero. Neste momento olhei pro céu e disse: “Minha Deusa larga de ser tão caprichosa porque existe um tempo para cumprir. Se revele para mim”. Dito isso coloquei a mão direita no fundo e trouxe uma pedra avermelhada diferente de todas que eu havia visto por ali. No mesmo momento compreendi que aquela era a base e a isso expressei em voz alta, depois coloquei á mão esquerda dentro do rio e neste momento à imagem veio na minha mão. Uma Deusa de manto com sua cria divina nos braços, feita em pedra entalhada pelas águas. No mesmo momento comecei a tentar colocar a imagem na base e para o meu encanto apenas uma maneira era possível de encaixar uma peça na outra confirmando a intuição sobre a primeira pedra.
Quando retornamos com a imagem as fêmeas estavam em circulo e Litha foi então aberto. Os iniciados chamaram o Sol, abriram o tempo que estava fechado por nuvens negras e isso todos puderam ver. Uma semana de tempo nublado e apenas na hora de Litha o Sol surgiu. Eles chamaram o Sol e este foi um grande ritual que foi fechado com outro de purificação com as ervas. Depois saímos em procissão e entronamos a imagem dentro da mata em um local previamente escolhido por duas sacerdotisas. Abrimos uma clareira e com as pedras do rio formamos uma gruta. Até hoje posso ver nítidos os olhos cheios de lágrimas de todos os que participaram e essa partilha é que fez desta uma das minhas experiências preferidas dentro da magia.
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