Não é à toa que os monges, incluindo seus mestres, varrem o chão e
lavam a louça e as roupas. Não se trata apenas de humildade ou ausência de algo
mais interessante a fazer. Acontece que eles preservam o prazer cultivando-o nos
atos mais comuns que podem servir para a meditação. O sábio percebe que o
êxtase só revela seu sabor quando também experimentamos a rotina com amor. Cada
bom momento se torna especial quando o trivial também está presente em nossas
vidas. Com o tempo, o estado de graça se apossa do ato de varrer, comer, fazer
sexo, limpar
etc. Só o tolo dispensa este verdadeiro prazer.
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